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Foi
no ano de 1984 que Vinicius D'Arcadia Cruz, músico
e proprietário do Estúdio Octans,
com apenas 12 anos de idade, começou a
planejar seu estúdio. Lógico que
para um adolescente sem renda, eram apenas projetos
sonhadores. Com o pouco acesso à informação
que existia na época, seu conhecimento
era restrito à revistas especializadas
em música (fig.
01), que vagamente abrangiam o tema
gravação. Às vezes pequenas
tiras lhe passavam conceitos como: gravação
em 8 canais, mixagem, masterização,
palavras essas que não faziam sentido algum
ou mesmo não constavam no dicionário
da época. Tinha em mãos um gravador
cassete National à pilha, com um microfone
de péssima qualidade. Quantas fitas cassete
ele consumiu, gravando fanfarras, bandas de amigos,
sons inusitados, dentres outros. Dispunha nesta
época também de uma filmadora e
um projetor super-8 sem áudio (fig.
02), onde dava asas à sua imaginação.
Sem antes ler a respeito de direcionalidade de
microfone, percebeu que a cobertura sonora do
mesmo era limitada e imaginava-a como um grande
pêssego. Pudera, o microfone era um cardióide!
Filmava em película e gravava cassete ao
mesmo tempo para depois sincronizar na exibição.
Eis que surgiu uma pequena luz no fim do túnel:
em janeiro de 1985, a editora Três em sua
revista SOMTRÊS lançou um suplemento
especial intitulado “Manual do estúdio
de garagem” (fig.
03), que continham informações
preciosas a respeito de gravação
ao vivo, gravação estéreo,
etc. Analisando hoje parecem cômicas, porém
na época representavam um avanço.
Passou então a sonhar com um aparelho que
vira na revista: um gravador multipista de 4 canais
com fita cassete (fig. 04). Porém foi no ano de 1992
que conseguiu adquirir o aparelho, um Tascan 414
MK (fig.
05). Em 1994 passou a utilizar um PC
386 com uma MPU-401 da Roland e um software para
DOS denominado BALLADE.com
recursos MIDI. O
ano de 1996 foi marcado por sua entrada definitiva
no mundo da gravação digital: a aquisição de
uma placa Tahiti da Turtle Beach. Com o surgimento
da internet, a informação ficou
acessível e consequentemente o acesso ao
conhecimento, muito
mais fácil. Em 1996 já.dominava
alguns softwares de áudio do mercado e
passou também a estudar softwares de vídeo
e imagem..((fig.
06). Em 2004 dedicou-se a desenvolver
efeitos analógicos para guitarra (fig.
07), com o intuito de extrair o melhor
do instrumento..Dedicação
que trouxe o Estúdio Octans para o século
XXI , com total sintonia com o mundo digital,
.porém sem
abrir mão de recursos analógicos.
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(fig.
07)
(Efeitos
desenvolvidos: verdadeiras jóias raras) |
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